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História de Campo Verde
O primeiro núcleo de povoamento no território campo-verdense foi em Capim Branco, posteriormente denominado Coronel Ponce, em homenagem ao cel. Generoso Paes Leme de Souza Ponce, político que governou o Estado no início do século XX. A denominação Capim Branco foi a primeira, sendo que até os dias de hoje, os mais antigos moradores se referem ao lugar por este nome. Não existem dados históricos precisos, em relação à data de fundação de Capim Branco. Há, segundo seus moradores, a certeza de que em meados do século XIX, já havia movimentação de formação de fazendas e de um pequeno povoado. Existem vestígios até os dias de hoje, destas ações de povoamento. O depoimento de antigos moradores do lugar nos relata Ter sido o personagem mais antigo daquelas paragens um fazendeiro de nome "Góes". Em 1889 o povoado de Capim Branco Branco foi escolhido para abrigar uma estação telegráfica, da linha entre Cuiabá e Goiás. Nesta época comandava a operação o cel. Gomes Carneiro, coadjuvado pelo major Cândido Rondon. A estação foi inaugurada em 1892 e algum tempo depois foi construído uma sede para o telégrafo - um enorme casarão com tijolos de qualidade e madeiras de lei, uma construção fenomenal. Outra peculiaridade de Capim Branco é o Morro da Cruz, que leva este nome por abrigar uma cruz de aroeira, fincada em seu cume no dia 3 de maio de 1930, por fiéis em procissão. O ponto fica a 1.500 metros do povoado e neste dia mais de mil pessoas acompanharam o cortejo religioso. Do casarão, imponente, só existem fotos como recordação. Existe nas proximidades de Capim Branco, no Morro da Rapadura, fantástica sítio arqueológico, onde observa-se inscrições rupestres feitas por povos que habitaram esta região há mais de 4 mil anos. Na viagem realizada de Minas Gerais, no século passado, a esta porção territorial mato-grossense, que durou 6 meses, os migrantes mineiros trouxeram consigo uma imagem de Nossa Senhora da Abadia - veio no colo de Dª Senhorinha - esposa de Diogo Borges. Esta imagem vem sendo venerada desde então pelos moradores de extensa região, que a todo dia 15 de agosto festejam em sua homenagem. Em 1926, passou pela região do Rio das Mortes, a Coluna Prestes. Os soldados conhecidos como "revoltosos", vinham da zona meridional tentando alcançar território boliviano. Já haviam estado nas fazendas Rio Brilhante e Jatobá, ambas em território do município de Jaciara atualmente. Não ocorreu maiores incidentes. A década de sessenta representou o início da colonização do atual município de Campo Verde. O primeiro a se instalar no local onde hoje é o sítio urbano de Campo Verde foi o sr. Duca, com um pequeno comércio, um "bolicho", berço da futura cidade. Em meados de 1966, a família Côcco fixou-se às margens da atual BR-70, iniciando nova fase no processo migratório, desta feita, a colonização sulista. A viagem de reconhecimento ao lugar foi feita por Pedro Côcco. Em 1974, chegou à região o sr. Otávio Eckert, que fundou a Fazenda Campo Real e abriu o Posto Paraná, às margens da BR-070. Eckert situou-se no local da futura Campo Verde e anteviu o surgimento de uma cidade naquela região. Em suas terras fez surgir o loteamento Campo Real. A Lei n.º 4.898, criou o distrito, com território jurisdicionado ao município de Dom Aquino. A 24 de março de 1988, foi realizado um plebiscito para consultar a comunidade sobre a viabilidade ou não da emancipação municipal. Não demorou muito e ocorreu outro plebiscito, desta feita para definir o nome da cidade, se Campo Verde ou Campo Real. Prevaleceu o primeiro, em referência aos verdes campos do lugar. A Lei n.º 5.314, de 04 de julho de 1988, de autoria dos deputados, Moisés Feltrin e Hermes de Abreu, criou o município de Campo Verde, com território desmembrado dos municípios de Cuiabá e Dom Aquino. |
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